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Mostrando postagens com o rótulo Ficção Brasileira Conto século XXI

#incipitBrasil AS APARÊNCIAS de Daniel Brazil

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  Do prefácio, por Edmar Monteiro Filho:  A farsa e a genialidade, o sentimento genuíno e a ilusão, a luminosidade perfeita e seu eclipse, a atração e o encantamento mágico, a violência crua e o carinho: nos contos de Daniel Brazil os pares de opostos confundem-se na instabilidade das aparências. Natural, portanto, que o fantástico, esse hábil transgressor da realidade, muitas vezes irrompa.

#incipitBrasil O QUE DEVÍAMOS TER FEITO de WHISNER FRAGA

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  Orelha do livro, por Milton Hatoum: "Li há um tempo o Abismo poente e me impressionei com o vigor da linguagem. Ou melhor, com o efeito da linguagem, que me pareceu uma prosa muito poética, dilacerante e, ao mesmo tempo, com um grande poder de convencimento."

#IncipitBrasil QUEDA DA PRÓPRIA ALTURA de Sérgio Tavares

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"de todas as analogias possíveis à vida, a de uma estrada é a que menos evoca as inspirações pré-fabricadas e a poesia antipessoa. você, eu, o bebê que se descobre humano ao dar o primeiro passo delineamos uma estrada que vai transfigurar matiz, massa e bússola ao longo da vida. há pessoas, com certas vocações passarinhas, que têm uma estrada retilínea, serena e comprida de não enxergar horizonte. outras, que costumam mendigar o desassossego, perdem-se em labirínticas breias, surdas e curtas de medir queda com a própria altura. há ainda aquelas que, quando muito (este terrível mundo!), disparam num zigue-zague contínuo, caminhando uma estrada que não é sua, sem estanque ou absolvição. estradas começam agora; outras, de tão velhas, são esquecidas, deslocadas no tempo. são ocas, eco, ocas, pedregosas de abrir os pés, escoar a chuva, abandonadas ao som da noite. e, como a vida, toda estrada tem fim. nem toda." Confraria do Vento,  2012, Rio de Janeiro, 244 páginas. Da or...

#IncipitBrasil PORNOPOPÉIA de Reinaldo Moraes

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"Vai, senta o rabo sujo nessa porra de cadeira giratória emperrada e trabalha, trabalha, fiadaputa. Taí o computinha zumbindo na sua frente. Vai, mano, põe na tua cabeça ferrada duma vez por todas: roteiro de vídeo institucional . Não é cinema, não é epopeia, não é arte. É -- repita comigo -- vídeo institucional . Pra ganhar o pão, babaca. E o pó. E a breja. E a brenfa. É cine-sabujice empresarial mesmo, e tá acabado. Cê tá careca de fazer essas merdas. Então, faz, e não enche o saco. Porra, tu roda até pornô de quinta pro Silas, aquele escroto do caralho, vai ter agora 'bloqueio criativo' por causa dum institucionalzinho de merda? Faça-me o favor."  Objetiva, 2008, Rio de Janeiro, 475 páginas  Da orelha do livro: "Ex-cineasta marginal obrigado, pela necessidade, a filmar vídeos promocionais, Zeca tem um único longa-metragem em seu currículo." [...] "Na contramão dos (anti-)heróis tradicionais, o personagem não está atrás de redenção ou disposto ...

#IncipitBrasil AS LOURAS DE MINHA VIDA de Fernando Neves

Maria Alice guarda, muito bem guardado, no fundo de uma gaveta fechada à chave, no armário art déco que ganhou de  sua tia Anália, um álbum de capa de veludo vermelho com bordas ornadas com fios de ouro. Nesse álbum, Maria Alice coleciona  todas as recordações amargas de sua vida. Não há uma única mágoa, pequena tristeza ou grande infortúnio que não esteja registrado,  de alguma forma, no álbum vermelho de Maria Alice, num imenso relicário de suas piores memórias. conto Álbum de Recordações Amargas Bandeirola, São Paulo, 2018, 164 páginas. Livro de estreia de Fernando Neves.  Os contos dessa coletânea tratam de perda, do medo e das diversas formas de fuga empregadas por aqueles que temem as incertezas dos relacionamentos.